

Acredito no jornalismo como um bem público imprescindível para a sociedade e para que consigamos obter as ferramentas necessárias para interpretar o que nos rodeia. Com tendência para olhar para as coisas mais simples, a capacidade de transformar caracteres em possíveis grandes histórias ainda me fascina. No fundo, transformá-los em algo que passa a não ser só nosso, mas também de quem os lê.
Passei pelo Jornal Universitário de Coimbra, A Cabra, a minha casa durante o último
ano da licenciatura e onde, entre tardes na sala da Secção de Jornalismo e
preparações para o impresso, aprendi e aprofundei técnicas de redação jornalística e,
acima de tudo, testemunhei que se pode marcar a diferença mesmo num meio mais pequeno.
A vontade de explorar novos "meios" e histórias levou-me até à capital, onde ingressei no Mestrado em Jornalismo. Com isso tive a oportunidade de concretizar um sonho antigo e integrar a redação do Jornal Público. Durante três meses absorvi tudo o que o meio e as pessoas que o compõem tinham para oferecer. Assisti à dinâmica de uma redação agitada que se preparava para escrever para um país que tinha acabado de assistir à queda do Governo de António Costa, uma semana depois do início do estágio. Nos três meses seguintes escrevi sobre um pouco de tudo, desde a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e o escalar da violência, ao conflito entre a Rússia e Ucrânia; artigos para o Público Azul e P3 e ainda tive a oportunidade de dedicar algum tempo às secções de Desporto e Cultura.